Plataforma de Acompanhamento da Fraude Digital
Um Novo Passo no Combate à Fraude em Portugal
Pontos-chave: Plataforma de Acompanhamento da Fraude Digital
A AMD integra a nova Plataforma de Acompanhamento da Fraude Digital em Portugal.
A plataforma foi lançada pelo Banco de Portugal na conferência “Fraude Digital: detetar, responder e prevenir”.
O objectivo passa por reforçar cooperação, prevenção e resposta à fraude digital.
O spoofing é uma das técnicas mais utilizadas em esquemas fraudulentos.
Portugal continua a ser o único país da União Europeia sem legislação específica contra spoofing.
Ferramentas como confirmação de beneficiário e SPIN já evitaram milhões de euros em fraudes.
A fraude digital afecta consumidores, empresas, marcas e operadores tecnológicos.
A confiança é um dos activos mais afectados pela fraude no ecossistema digital.
A AMD continuará a promover boas práticas e sensibilização sobre fraude digital.
A fraude digital deixou de ser um problema isolado ou exclusivamente tecnológico. Hoje, representa uma ameaça transversal que afecta consumidores, empresas, instituições financeiras, operadores de comunicações e a própria confiança no ecossistema digital.
Foi neste contexto que o Banco de Portugal lançou oficialmente a nova Plataforma de Acompanhamento da Fraude Digital em Portugal, durante a conferência “Fraude Digital: detetar, responder e prevenir”, realizada no Museu do Dinheiro, em Lisboa, no passado dia 25 de Maio de 2026.
A AMD integra esta nova plataforma enquanto entidade participante, reforçando o seu compromisso na promoção de boas práticas, sensibilização do mercado e protecção da confiança no sector do marketing directo e digital.
Uma Ameaça cada Vez Mais Sofisticada
A fraude digital evoluiu significativamente nos últimos anos. Os esquemas tornaram-se mais organizados, mais credíveis e tecnologicamente mais sofisticados.
Entre os fenómenos mais preocupantes está o spoofing, técnica utilizada para falsificar números de telefone, nomes ou identidades de entidades legítimas, fazendo parecer que uma chamada ou mensagem tem origem numa instituição oficial.
Este tipo de fraude tem sido utilizado para:
Recolha de dados pessoais
Obtenção de credenciais bancárias
Manipulação psicológica de vítimas
Realização de transferências fraudulentas
Criação de campanhas falsas utilizando marcas reais
Nos últimos meses, a própria AMD tem acompanhado casos envolvendo utilização indevida da identidade de empresas e marcas legítimas em campanhas fraudulentas de SMS marketing e geração de leads.
O Papel da Plataforma de Acompanhamento da Fraude Digital
A nova plataforma junta diferentes entidades públicas e privadas ligadas aos pagamentos, comunicações, investigação criminal, supervisão e justiça.
O objectivo passa por:
Reforçar a cooperação entre entidades
Melhorar a capacidade de detecção precoce
Acelerar mecanismos de resposta
Partilhar informação relevante
Acompanhar tendências e novos métodos de fraude digital
A criação desta plataforma reflecte uma realidade cada vez mais evidente: nenhuma entidade consegue combater este problema isoladamente.
Sinais Positivos… mas Ainda Insuficientes
Durante a conferência, o Governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, destacou que mecanismos como a confirmação do beneficiário e o sistema SPIN já terão evitado cerca de 6,5 milhões de euros em fraudes desde Maio de 2024.
Os dados apresentados mostram também uma redução significativa das fraudes associadas à manipulação do ordenante, incluindo esquemas como as mensagens “Olá pai” ou “Olá mãe”.
No entanto, foi igualmente sublinhado que Portugal continua a ser o único país da União Europeia sem legislação específica de combate ao spoofing.
A presidente da ANACOM, Sandra Maximiano, afirmou que existe já capacidade técnica para detectar muitas destas fraudes, faltando sobretudo enquadramento legislativo que permita actuar de forma mais eficaz.
Porque é Que Isto Também Diz Respeito ao Marketing
O marketing digital vive da confiança:
Confiança nas marcas
Confiança nas plataformas
Confiança nas comunicações
Confiança nos dados
Sempre que uma marca é utilizada de forma fraudulenta, todo o ecossistema sofre impacto reputacional.
Além dos consumidores directamente afectados, estas situações prejudicam:
Empresas legítimas
Agências de marketing
Operadores tecnológicos
Plataformas digitais
Campanhas de comunicação legítimas
A crescente sofisticação da fraude digital exige também uma maior maturidade do sector do marketing relativamente à verificação de identidades, validação de campanhas, protecção de dados e monitorização de utilizações abusivas de marcas.
O Papel da AMD
A participação da AMD nesta plataforma está alinhada com o trabalho que a Associação tem vindo a desenvolver na promoção de boas práticas, sensibilização do mercado e reforço da confiança no marketing directo e digital.
A AMD continuará a colaborar com entidades públicas, reguladores e empresas para:
Promover maior literacia sobre fraude digital
Apoiar mecanismos de prevenção
Divulgar boas práticas
Contribuir para um ecossistema digital mais seguro e responsável
A fraude digital continuará a evoluir. E a resposta terá de evoluir igualmente com mais cooperação, mais capacidade técnica, maior rapidez de actuação e um enquadramento legislativo adequado à realidade actual.
FAQ
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É uma iniciativa lançada pelo Banco de Portugal que junta entidades públicas e privadas para acompanhar, prevenir e responder a fraudes digitais em Portugal.
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Participam entidades ligadas aos pagamentos, comunicações, supervisão, investigação criminal, justiça e organizações do ecossistema digital, incluindo a AMD.
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A AMD contribui para sensibilização do mercado, promoção de boas práticas e reforço da confiança no sector do marketing directo e digital.
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Porque a fraude digital é transversal e exige partilha de informação, capacidade técnica e resposta coordenada entre diferentes sectores.
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Spoofing é uma técnica de fraude em que os burlões falsificam números de telefone ou identidades para parecerem entidades legítimas.
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Porque aumenta a credibilidade das fraudes e leva muitas vítimas a fornecer dados pessoais ou financeiros acreditando estar a falar com entidades oficiais.
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Não. Portugal continua a ser o único país da União Europeia sem legislação específica contra spoofing.
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Sinais comuns incluem mensagens urgentes, pedidos de dados pessoais, links suspeitos, chamadas com números aparentemente oficiais e erros de linguagem.

